Albânia

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O país mais hospitaleiro que passamos. Um dos países mais pobre da Europa. Saímos da Itália e num voo rápido de uma horinha e aterrizamos em Tirana, capital da Albânia. O hotel nos ofereceu para  nos buscar no aeroporto. Chegamos lá e não havia ninguém a nossa espera. Ficamos esperando e depois de 30 minutos um senhor simpatissísimo  com uma plaquinha veio ao nosso encontro, ele mancava e numa mercedes  dos anos 80 nos levou até o hotel. O senhorzinho era o pai da família dona do hotel, não falava nada em inglês, apenas “thank you” e toda vez que falava eu respondia em Albanês “faleminderit” e dávamos uma gargalhada gostosa como velhos amigos.

Nos hospedamos no Hotel London, um hotelzinho simples de uma família super amigável. ótima localização. Tomávamos café em um pequeno restaurante perto do hotel pois o hotel não havia. Um restaurantezinho que eles nos apresentaram aonde os garçons falam inglês, e logo fizemos amizade com um garçom que tinha nome de brasileiro.rs

Tirana não é uma cidade com muitas atrações, aliás a Albânia não é um grande pólo turístico. São uns poucos mochileiros que vão para lá, e a grande maioria como nós, curiosos. As cidades mais turísticas são as litorâneas que ficam cheias de italianos no verão, pois a Albânia é bem mais barata que a Itália.

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Oque faz da Albânia atraente aos mochileiros? É que foi uma país dominado por um ditador por muitos anos após a segunda guerra mundial e o país ficou completamente fechado. Ainda hoje não existe Macdonalds ou Starbucks ou qualquer rede estrangeira, tornando ainda mais interessante. Outra curiosidade é que a Albânia é um país muçulmano, sim, um país muçulmano no meio da Europa. é bem interessante pois estamos acostumados em ver muçulmanos com a fisionomia árabe, ms na Albânia você vê muitas mulheres loiras de olhos azuis coberto com  o Hijab(lenço). Apesar do ditador ter reprimidos todas as religiões eles ainda preservar a religião de uma maneira bem mais moderada, as vezes você nem percebe que são muçulmanos.

Oque fazer em Tirana?

Museu de história nacional.

Museu bacana. Conta a história da Albânia, do período da segunda guerra mundial e do período da ditadura.

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Et’hem Bey Mosquee a clock Tower.

Uma mesquita do século 18 e junto a Mesquita esta a torre do relógio. Tudo fica na Skanderberg square no centro.

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A montanha Dajti.

A montanha mais alta e Tirana. É possível subir de teleférico, a vista lá de cima é bem bacana e além da vista você encontra alguns dos mais de 700 mil bunkers mandado construir pelo ditador locão.

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Tem outros lugares bacanas para visitar, mas como ficamos apenas dois dias e o segundo dia choveu não fomos, mas andamos bastante pela cidade que foi bem legal. Os prédios coloridos da época comunista, os mercedz antigos rodando pela cidade te fazem sentir completamente fora da Europa.

Perto do nosso hotel tinha uma pequena praça com uma feira com muitas frutas, azeitonas deliciosas e muito barata, muitas frutas cristalizadas e castanhas. E foi nessa pracinha que decidimos almoçar e ao invés de ir naquele restaurante para turistas onde tomamos café da manhã, encontramos um pequenos restaurante na praça daqueles com quatro mesas bem simples. Nos sentamos e fomos atendidos por uma senhora muito simpática mas desesperada porque não falava inglês. Pedi o menu mas não tinha. Ela nos levou lá fora na calçada e nos mostrou o letreiro, mas não ajudou não entendíamos nada. Graças a umas fotos encima da porta conseguimos escolher algo para comer, pedimos queijo com batata frita e um tipo de hambúrguer com arroz, tudo delicioso. O engraçado é que era um restaurante familiar e enquanto comíamos eles nos espiavam pelo vidro da porta para ver se estávamos gostando. Quando dissemos que estava delicioso, recebemos um grande sorriso, foi como se tivéssemos tirado um peso das costas deles. Um momento inesquecível.

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De Tirana fomos para Girokastra de onibus. Os tickets podem ser comprados em alguma agência na rua Rruga e Kavajes. A viagem durou 6 horas(o onibus quebrou no caminho) e custou 1000 Lekes.

Girokastra

No caminho até Girokastra, vimos pela janelas muitos bunkers em meio as plantações e encima de morros, uma sensação indescritível. Chegamos em Girokastra a noite e com chuva. O onibus nos largou na estrada ao lado de um ponto de táxi. Pegamos o táxi até o nosso hotel, ficamos na parte antiga de Girokastra perto do castelo. Estávamos exaustos mas na manhã do dia seguinte acordamos e quando abrimos a janela a grande surpresa, Girokastra fica no meio de um vale lindo, as montanhas coberta de neve formavam uma paisagem de tirar o folego.

O hotel que ficamos foi o Hotel Girokastra, fica aos pés do castelo e tem uma visão fantástica. A família que cuida do hotel é pura simpatia. Recomendamos.

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Abro a janela do quarto e me deparo com esse cenário…

Girokastra é pequena mas cheio de história. Cidade onde nasceu o ditador Enver Hoxha’s e a casa que ele nasceu hoje virou um museu. A parte antiga da cidade debaixo do castelo é repleto de casas da época do império otomano, lindíssimas, feitas de pedras e cheio de janelas de madeira. O povo de Girokastra foram os mais hospitaleiros em quase toda a nossa viagem.

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O Castelo de Girokastra.

Simplesmente é o meu favorito. De todos os que já visitei é oque mais gosto, porque muitos castelos fora restaurados demais e ficaram extremamente turísticos com restaurantes dentro e lojas perdendo todo o brilho de te transportar a tempos antigos. Mas o de Girokastra está praticamente rústico, muitos lugares nos castelo estão sem restauração, tem muitos alas em que você pode entrar e estão vazias.

E foi nesse castelo que  recebemos uma grande prova de hospitalidade. Fomos pagar para ver o pequeno museu que tem dentro do castelo mas não estava com dinheiro suficiente e mesmo assim a mulher responsável nos deixou entrar.

Dentro do castelo ainda tem muitos canhões da segunda guerra mundial e uma prisão que virou um museu que era onde o ditador prendia os presos políticos.

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Nós fomos almoçar num pequeno restaurante em uma das ruas de pedras perto do hotel. Era só uma portinha e dentro três mesas, uma simpática senhora nos atendeu e começou a nos recomendar as comidas mais tradicionais. Comemos gostoso e na hora de embora um senhor que estava na porta nos parou perguntou de onde éramos e se apresentou como sendo o dono e chef do restaurante, a senhora era sua esposa. Ele cuidava do restaurante a noite e ela de dia. O chef nos convidou para voltarmos a noite para tomarmos um café com ele. Eu e a Michelle ficamos na dúvida se era um convite mesmo. Mas decidimos arriscar e voltar. E para nossa surpresa ela já nos esperava, nos serviu café e o Raki bebida destilada bem comum nos balkans feita de frutas, feita por ele mesmo. Ele sentou a mesa conosco e passamos algumas horas batendo papo, foi um momento mágico, conversamos muito sobre a Albânia. No final ele foi tão hospitaleiro que dei um camisa da seleção brasileira pra ele. Fomos buscar a camisa no hotel e pedimos para eles esperar e quando voltamos ele nos esperava com um buquê de ervas de chá, muito tradicional na Albânia, carreguei o chá por quase três meses na mochila!rs

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Outro acontecido, foi quando fomos comprar umas bananas em uma mercearia. Quando abro a carteira só havia umas moedas, a atendente pediu as moedas e disse que estava tudo bem que eu podia leva-las.

Assim foram nossos dias na pequena Girokastra. um lugar que deixou muita saudade. Andar pelas ruas de pedra da cidade, o povo hospitaleiro, tudo muito especial.

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2 comentários sobre “Albânia

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