Myammar

Myammar era um sonho desde que comecei a mochilar. Visitar um país que estava fechado e abriu para o turismo apenas em 2011, era uma grande curiosidade.Pensava em como seria um país sem franquias de redes americanas de fast food, uma país com menos influência do ocidente e com a cultura mais intocada.

Apesar de estar aberto apenas a 5 anos, as coisas evoluíram muito rápido, e que na verdade foi uma pequena decepção pra mim que esperava algo menos globalizado. A febre dos smartphones já chegou no Myammar, até os monges já aderiram.As multimarcas estão por todos os lados, carros japoneses, Nike, Sony…Fast food? Sim, já existe, mas  apenas uma rede japonesa que foi a primeira que se instalou em Yangon, a rede de hamburgues  Lotteria, e parece que os Birmanesess gostaram, estava sempre cheio.

Mas aquilo que fui em busca, eu encontrei. Um povo simples que ainda vive sua cultura de forma tranquila. Os homens ainda usam os longyis, uma espécie de saia que é amarrado com um nó gigante na frente e as mulheres com uma pasta branca no rosto que se chama Tanaka. A Tanaka é um resíduo que sai de um pedaço de madeira ralada numa pedra com água, dizem que é como um cosmético e deixa as mulheres bonitas.

Uma mulher com a tanaka no rosto, ao lado a tanaka como lea é produzida e um Trabalhador fazendo folhas de ouro usando o Longyi.

Visto

Brasileiros precisam de visto. O visto pode ser retirado de duas formas, na embaixada(a maioria tira em Bangkok) ou online.

Visto turismo online custa $50  e Business $70.

Para tirar online basta entrar no site official do governo AQUI.  preencher o formulário e fazer um upload de uma foto recente. Você receberá uma carta de aprovação(não é o visto ainda) essa carta você deve imprimi-la e apresenta-la na imigração ao desembarcar.

Visa na embaixada de Bangkok fica mais barato de $22 a $35 depende do dia em que você queira receber os visto, de 1 a 3 dias.

Mandalay

Nós entramos por Mandalay, pois nossa intenção era descer até Yangon por terra e lá pegar um voo até Chiang Mai.

Mandalay é a segunda maior cidade do Myammar.O aeroporto é bem pequeno, o avião pára na pista e um ônibus vem pegar os passageiros. Mas não são aquele bonitões que estamos acostumados nos aeroportos internacionais não!rs São uns bem velhos, sem ar condicionado, bem caindo ao pedaços mesmo!ahahah

Logo que você passar pela imigração um monte de rapazes virão oferecendo táxi. Nós chamamos duas americanas e dividimos o táxi com elas.

Porém pra quem vai de Airasia, a companhia  tem ônibus gratuito para os passageiros até o centro da cidade, basta sair lá pra fora que ele fica a espera.

Ficamos hospedados no 79 Living Hotel, boa localização, ao lado da estação de trem, e perto de vários comércios e shoppings do outro lado da linha do trem, fica perto também do Palácio de Mandalay. Não é um hotel dos mais baratos mas eu estava vindo de 3 dias de diarreia, então peguei um hotelzinho melhor .

1.Palácio de Mandalay

2.Monges no monastério se preparando para o almoço(crianças)

3,Um dos templos de Mandalay

4.Templo em Ava

5.Por-do-sol na ponte U-bein em Amarapura

6.Monastério em Ava

7.Barco que atravesa o rio para chegar em Ava

8.Templo em Ava

Mandalay tem muitos lugares bacanas. Você não precisa procurar agência, dê uma volta pelas ruas e você vai encontrar guias oferecendo os passeios, prefira essa maneira, pois assim o dinheiro vai direto para o guia, caso você contrate agência, 40% do dinheiro vai para o governo corrupto do Myammar.

Um passeio que dá pra fazer a pé ou de bicicleta é o Palácio de Mandalay. A entrada custa 10.000 Kyats (2015). A entrada fica no portão do lado direito dos muros.

O Palácio é bacana, parece meio abandonado, mas tem uma arquitetura bem legal.Existe uma torre no Palácio que é possível subir e ver boa parte da cidade além do Palácio.

Perto do Palácio fica o Monastério Shwenandaw, que vale uma visita.

Com o guia você pode combinar pra onde você que ir. Nós pedimos para fazer o roteiro que pudéssemos ver o por-do-sol em Amarapura.

O roteiro ficou bem bacana, fomos para as cidades de Saigang, Inwa e Amarapura.

A caminho de Saigang visitamos alguns monastérios importantes. Paramospara ver as crianças monges se preparando para o almoço.

Em Saigang vimos vários templos bem bacanas e foi em um desses templos que aconteceu a coisa mais legal nessa viagem.

Estávamos em um dos templos visitando, e era época de festa, um tipo de evento budista onde as crianças são iniciadas no budismo. O pais levam as crianças de templo em templo para serem abençoadas.Foi quando uma garota veio ao meu lado e perguntou de onde éramos, dava pra ver nos olhos dela o quanto estava curiosa. Mas logo ela teve que ir acompanhando a família caminhando pelo templo. Nós decidimos andar atrás para ver toda a cerimonia. A garota logo que abriu um tempo voltou e continuou a conversa, o inglês dela não era muito bom, foi quando o marido dela com um bom inglês se apresentou e apresentou toda a família. Ele nos deu uma explicação sobre a cerimonia e ficou feliz em estarmos visitando o seu país, até nos agradeceu.Trocamos  e-mail e uns três meses depois para minha surpresa eles nos enviaram uma mensagem, eu já havia desistido de tentar contato pois havia mandado duas mensagens e nada de respostas. Ainda mantemos contato, uma amizade bem legal que nasceu no Myammar.

De Saigang fomos para Inwa ou Ava, como é chamado um pequeno vilarejo que para chegar lá é preciso atravessar um rio em um pequeno barco(1000 Kyat ida e volta).

Atravessando o rio e chegando na vila vários carroceiros aguardam para fazer a volta nos templos.Se estiver sozinho pode ir com um mototáxi.O passeio com a carroça fica em torno de 5 dólares(5.000 Kyats). Acho que vale apena, não só pelo passeio mas pra ajudar o povo local que é muito pobre. Passamos por vários templos e monastérios bem antigos. Em um dos monastérios havia um monge que ficava conversando com os visitantes.

Inwa

De Inwa fomos para Amarapura. Estava ansioso, queria muito ver o por-do-sol e a U-Bein Bridge que é a maior ponte de Teca (madeira) do mundo.

A ponte liga de uma lado do lago até o outro que tem uma pequena vila. O mais bacana lá é observar, sem pressa, apenas curtir e ver os burmeses passando de uma lado para o outro fazendo compras, comendo e também muitos monges que circulam por ali. É uma ponte bem rústicas, com vãos e tábuas soltas, no dia que fomos estava bem movimentado. Na ponte tem várias partes cobertas, um tipo de parada, as vezes tem alguns comerciantes. Sentamos em uma das paradas e ficamos um bom tempo só observando o movimento até dar a hora do por-do-sol. Quando estávamos andando pela ponte fomos surpreendido por monges duas vezes , queriam tirar foto com a gente, foi engraçado, apesar de ter vários turistas lá, muitos ainda não estão acostumados , talvez fossem de outra cidade.

Há duas formas de ver o por-do-sol. Uma é pegando um barco que te leva até o meio do lago, em uma posição em que o sol fique atrás da ponte e outra, é descendo uma escada na ponte que dá em uma pequena ilha no meio do lago. Como não queríamos gastar, descemos na pequena ilha, e as fotos ficaram muito boas também.

Nesse mesmo passeio ainda passamos por uma tecelaria onde fazem roupas tradicionais, uma fábrica que faz folhas de ouro que são coladas nos templos e uma Loja que faz artesanatos em madeira e tecido, todas bem interessantes.

Um passeio que queria muito fazer mas não consegui porque estava de piriri, era  ir conhecer Minkun. Seu puder ir, vá, com certeza valerá apena, é possível ir por conta de barco.

Bagan

Fomos para Bagan de van, pagamos apenas 10 dólares pela empresa OKExpress e a viagem durou apenas 4:30 hs. Leve comida na mochila pois a parada para o almoço no meio do caminho é em um lugar bem precário, a comida não me pareceu boa e não tem nada para comprar, a não ser umas bolinhas brancas que na verdade são um tipo de queijo, é bem gostoso , experimente.

A cidade em que ficamos foi Nyangu, que é onde ficam as hospedagens mais baratas, mas é possível se hospedar na cidade New Bagan também. Ficamos hospedados no Hotel Royal Bagan, excelente hotel, bem acima da média que estávamos pegando, peguei esse hotel porque já estava irritado porque a minha diarreia não parava então decidi pegar algo bem confortável. O hotel tinha piscina mas a água parecia suja, porém o café da manhã era sensacional e o staff excelente.

A van pára em um posto de controle antes de entrar em Nyangu para que os turistas paguem a entrada de $20, a entrada dá direito a entrar em alguns templos e se não me engano no museu arqueológico também. Por isso ande com os tickets na carteira.

Estar em Bagan e ver seu mais de 2.000 templos é incrível. Eles parecem nascer da terra como árvores. Andamos por todo lado de bicicleta, apenas 1.000 kyps por dia, mas se quiser pode alugar bicicletas como motor por uns 5.000 e também motinhos.

Bagan é muito quente, foi o lugar mais quente no sudeste asiático que estive. Estávamos no fim de maio. Então acorde cedo para ver o nascer do sol, volte para o hotel, tome seu café da manhã e volte mais tarde,  antes do por-do-sol , pois são os melhores horários para sair.

Acho que não preciso dar muitas dicas de Bagan, o negócio lá é pegar a bike e sair explorar, se perder no meio das estradinhas de terra no meio dos templos. Só pedir o mapinha no hotel, não tem erro.

Existem alguns templos, que são mais altos e é possível ficar lá encima deles para ver o por-do-sol, você vai encontrá-los fácil pois ficam perto da avenida, e com certeza estará cheio de gringos lá, por isso chegue cedo.

Uma dica para comer uma boa comida em Nyangu é o restaurantezinho Weather Spoon, o Wi-fi lá também é bonzinho.

No final da tarde perto do local que você desceu da van, os Burmeses jogam o CHINLONE, um tipo de futevôlei jogado com uma bola feita do caule das folhas de um tipo de palmeira. Vale a pena parar para vê los  jogar.

Compramos as passagens de busão para Yangon no hotel mesmo. Bem cedinho um tuk tuk passou para nos pegar. Tivemos uma surpresa em ver que a rodoviária de Nyangu era limpa e bonitinha. Fomos no busão mais barato, de turistas somente nós e um australiano.

Yangon

A viagem até Yangon custou apenas $13 e levou 9:30 hs. A viagem foi tranquila. As estradas são muito boas no geral e quase não se vê movimento, existem partes ruins mas sãos poucas, pelo menos nesse trecho Mandalay-Bagan-Yangon.

Foi engraçado, o motorista do ônibus de repente parou e deu uma ordem para o seu ajudante descer e comprar umas uvas que eram vendidas na beira da estrada !hahah

No ônibus, clipes com músicas tradicionais a lá Reginaldo Rossi tocavam sem parar, eu particularmente acho um máximo, pois dá aquele sensação de estar longe de casa viajando em lugar completamente diferente do seu mundo.

Em Yangon ficamos no Shankalay Hostel. Hostel simples com  banheiro compartilhado, boa localização, mas um pouco difícil de encontrar, porém o staff era muito bacana.

Ficamos na parte antiga de Yangon perto do porto e da estação central de trem, porém fica bem longe da rodoviária.

Essa região é onde ficam os prédios da época do domínio britânico.

As ruas de Mandalay e os onibus atigos que fazem o transporte público.

Yangon é bem caótico, ônibus dos anos 60 mostram o quanto o país parou no tempo, uma pena ver o quanto o governo não liga pro povo.

Fomos a pé até o lago Kandawgyi uns 20 minutos do Hostel. No lago Kandawgyi é que fica o Palácio barco Karaweik com sua linda arquitetura burmese.

Shwedagon Pagoda

Ainda a pé seguimos para um dos mais famosos templos do Myammar, a Shwedagon Pagoda.é possível ver as estupas douradas de longe.

A entrada custa $8 e você precisa tirar os sapatos. Se deixar os sapatos na portaria você tem que pagar uma doação, mas você pode leva-los com você(leve uma sacola plástica).

Por dentro do templo é muito bonito. Vá no final da tarde para pegar de dia e a noite. A noite eles acendem as velas e começam as orações. Vimos monges meditando lá, uma cena incrível, só vendo para sentir o lugar.

Aproveite e sente nas escadas para descansar e usar o wi-fi gratuito, sim, eu disse wi-fi!hahah e diga-se de passagem, o melhor wi-fi que pegamos no Myammar.

Esse templo é maravilhoso, dá pra passar horas só observando sem se cansar.

Bogyoke Aun San Market

é um mercado antigo, bem legal para ir ver, mesmo se não quiser comprar nada. Muitas jóias feitas em Jade. É um dos maiores mercados de Jade do mundo. Vale uma visitinha.

O restante dos dias que tivemos em Yangon, aproveitamos apenas para andar pelas ruas e ficar curtindo o movimento, observando a vida cotidiana do povo. Eles adoram comer nas ruas. Vimos um bar lotado, todos assistindo um jogo da liga dos campeões, vibraram quando um time fez o gol.

Uma curiosidade, vimos vários adolescentes tatuados, apesar de não entendermos a língua sabíamos que estavam falando de nós. Vimos várias vezes, parecem ser um tipo de gangue, as vezes me encaravam e tal, mas nada a temer.

Enfim essa foi nossa viagem ao Myammar. País que voltarei com certeza, quero muito rever os amigos que fizemos  e explorar outros cantos desse país fantástico.

Aproveite enquanto a globalização no tomou o lugar, enquanto eles não aprenderam a explorar os turistas. Vá enquanto é possível ver o país sem grandes redes de fast food, enquanto eles preservam sua cultura!

P.S. O Myammar já está bem fácil viajar, vá sem medo. Ônibus cortam todo o país e no geral as estradas são boas.

Não precisa levar dinheiro em espécime, os ATMs estão por todas as partes e funcionam perfeitamente, com as principais companhias.

Prove a salada de tomate, é simplesmente deliciosa. E coma a batata chips com pimenta com a  cerveja Myamma,r é muito boa.

Perto do hostel tem um restaurante chamado Monsoon, fica na avenida entre as ruas  44 e 45 perto do porto. É um restaurante em que você pode experimentar as comidas típicas do Myammar sem preocupar com a higiene, mas claro os preços são mais carinhos mas acessíveis!

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